Agestab dá mais um passo para a implementação do Programa Vizinhança Solidária Industrial

A Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) se reuniu com os policiais militares responsáveis pelo Programa Vizinhança Solidária em Mogi das Cruzes. O encontro, que ocorreu na sede da 1ª Companhia da Polícia Militar, em Cezar de Souza, é mais um importante passo rumo a implementação do projeto que visa o aumento da segurança no distrito.

A reunião é um desdobramento do encontro no começo de agosto, quando o programa foi apresentado à Agestab pelo coronel José Raposo de Faria Neto, responsável pelo policiamento no Alto Tietê. Desta vez, o presidente da Agestab, Osvaldo Baradel, conversou com o capitão PM Magalhães e a equipe do programa.

“Queremos agradecer o comandante José Raposo e o capitão Magalhães por escolherem o nosso Taboão para implementar uma versão da Vizinha Solidária focada na ajuda mútua entre as empresas”, disse Baradel. “O programa já está bem consolidado em diversas regiões do Estado, mas esta versão adaptada a um distrito industrial será algo pioneiro. No que depender da Agestab, faremos o possível para que ele seja um sucesso, porque todos nós sairemos ganhando: empresas, trabalhadores, moradores e a própria PM”, ressaltou.

O capitão Magalhães informou que está há quatro meses em Mogi das Cruzes. Ele elogiou o empenho da Agestab na busca por meios que possam aumentar a segurança no Taboão. Segundo ele, uma das primeiras medidas que adotou após chegar à cidade foi intensificar as rondas no distrito.

A Agestab tem se notabilizado na busca por ações que aumentem a segurança no Taboão. Por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), a Associação Gestora instalou câmeras na Estrada do Taboão. As imagens são monitoradas 24 horas pela Central Integrada de Emergências Públicas (CIEMP), da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Na próxima reunião mensal da Agestab, ainda em outubro, a equipe do Vizinhança Solidária vai detalhar, aos empresários, o funcionamento do projeto na prática

Além de Baradel, a reunião na 1ª Companhia contou com a presença do diretor da Agestab, Nelson Takeyoshi, e de representantes da Associação Cultural e Agrícola do Itapeti, entidade que também fará parte do Vizinha Solidária Industrial do Taboão.

Vizinhança Solidária

O programa consiste na realização de palestras de conscientização sobre a importância da prevenção primária e sobre as medidas básicas de segurança pessoal e comunitária, além da realização de visitas comunitárias e solidárias por parte dos PMs. Após a capacitação promovida pelos policiais, tutores serão indicados.

Os tutores passarão a ter um papel chave dentro do projeto. Serão eles os responsáveis por multiplicar e reciclar as orientações repassadas inicialmente pelos policiais. Eles também farão a intermediação entre os núcleos do projeto a serem criados no Taboão e irão manter contato direto com a Polícia Militar.

O critério para definição dos núcleos será a questão territorial, a proximidade das indústrias. Os integrantes do núcleo passarão a ter um contato mais próximo, visando a troca de informações sobre eventuais ocorrências e situações suspeitas e a adoção de medidas preventivas. Esta comunicação será realizada por meio de aplicativos de troca de mensagens, redes sociais e telefonemas. A coordenação do programa seguirá as determinações da PM.

Placas e faixas de orientação, com frases como “Distrito monitorado por Vizinhança Solidária”, serão  nas principais vias do distrito.

Obras de pavimentação de estradas do Taboão devem começar em janeiro

O edital para a contratação da empresa responsável pela pavimentação e urbanização das estradas municipais Yoneji Kakamura e Mauro Auricchio, no distrito industrial do Taboão, em Mogi das Cruzes, será publicado no começo de novembro. As obras devem ter início em janeiro de 2022.

A informação foi repassada pela secretária municipal de Obras, Leila Alcântara Galvão, durante reunião on-line com a Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab).

Segunda ela, a partir do dia 4 de novembro, as empresas interessadas em realizar o projeto poderão apresentar as propostas comerciais. “A concorrência seguirá o rito legal e se não houver nenhuma questão envolvendo recursos, estimamos que até o final de dezembro o processo esteja finalizado, com os trabalhos tendo início em janeiro”, explicou.

O presidente da Agestab, Osvaldo Baradel, comemorou a notícia e destacou que a pavimentação trará uma série de benefícios para cerca de 20 empresas, além das melhorias oferecidas aos moradores da região. A chegada de matérias-primas e o escoamento da produção ficarão mais fáceis. As vias, atualmente, são de terra. “Esta é uma demanda antiga da Agestab e que, agora, começa a se concretizar”, disse.

Com as estradas asfaltadas, Baradel acredita que mais empresários podem se interessar em adquirir áreas para a instalação de novas empresas, o que significa geração de emprego. “Muitos investidores vinham até aqui e perdiam o entusiasmo devido às condições da estrada. Com a pavimentação, isso certamente vai mudar”, frisou.

O investimento no projeto será de R$ 10,8 milhões. Os recursos têm como origem um convênio da Prefeitura de Mogi das Cruzes com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A licitação foi aberta e é conduzida pela administração municipal.

Serão cerca de três quilômetros de estradas a serem pavimentadas. O início dos trabalhos se dará em frente ao Colégio Hermon. O asfaltado se estenderá 1,2 quilômetro na Yoneji Nakamura e 1,3 quilômetro na Mauro Auricchio.

ESTRADA DO TABOÃO

Em relação às obras na Estrada do Taboão, a secretária Leila informou que os trabalhos já tiveram início, ainda na etapa de sondagens e estudos detalhados.

Ao todo, 20 quilômetros da estrada, entre o encontro com a rodovia Mogi-Dutra e o município de Santa Isabel, receberão serviços de recuperação funcional, que compreende recapeamento, reparos na estrutura, restauração do sistema de drenagem e melhorias na sinalização. O prazo estimado para a conclusão é de 12 meses e o investimento previsto será de R$ 17,6 milhões.

Cobrança de pedágio na Mogi-Dutra deve impactar no bolso de empresários e funcionários de Mogi

Fonte: Diário TV 2ª Edição e Portal G1 – Mogi das Cruzes e Suzano

A terceira matéria sobre o impacto da cobrança de pedágio na rodovia Mogi-Dutra do Diário TV 2ª Edição mostra o reflexo da tarifa para empresas e funcionários de Mogi das Cruzes.

A Mogi-Dutra é um é um dos principais acessos a Mogi das Cruzes, já duplicada e sinalizada. Mas ter uma estrada tão importante e que liga vários pontos da grande São Paulo por perto pode custar caro. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) confirmou em maio a instalação de uma praça de pedágio na rodovia. O projeto faz parte de um edital que prevê a concessão de várias estradas que levam até o litoral paulista e inclui a rodovia Mogi-Bertioga.

O ponto do pedágio fica no quilometro 40, causando impacto direto para quem trabalha no distrito do Taboão. O polo industrial de Mogi das Cruzes concentra cerca de 40 empresas e emprega 4 mil pessoas.

Segundo a associação que representa as indústrias do distrito do Taboão, a instalação do pedágio na Mogi-Dutra vai gerar um prejuízo de R$ 10 milhões só no primeiro ano de funcionamento. O gasto extra com o transporte dos trabalhadores e prestadores de serviço é o que mais vai impactar nessa conta.

Para o presidente da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), Osvaldo Baradel, o impacto é direto. “Para o funcionário que vem de carro, ao que vem de ônibus. Para todo mundo, nós todos vamos ter esse impacto. E também para os prestadores de serviço. Hoje a maioria vem de Mogi: matéria-prima, ferramentas. Tudo o que a gente precisa sempre procura comprar em Mogi. Isso vai prejudicar porque aumenta os custos”, diz.

Para Baradel, que também é dono de uma indústria que fabrica peças automotivas, caso o projeto realmente seja colocado em prática, não vai ter jeito: a mão de obra vai ter que vir de outras cidades que não sejam impactadas diretamente pelo pedágio.

“Nós vamos lutar até o fim para que não se concretize a instalação deste pedágio que não traz nenhum benefício. Nós vamos pagar o pedágio de quem vai para a praia, sendo que não estamos indo à praia. Aí qualquer empresa vai ter que adotar a sua estratégia. Talvez contratar funcionários de outra região. Para Mogi e o Taboão isso vai ser péssimo, porque acaba separando o Taboão de Mogi”, ressalta Baradel.

Uma situação que, segundo a coordenadora de RH da empresa, Karine Montanha, já acontece e preocupa os funcionários que moram em Mogi.

“Se é um custo para a empresa, não é só para o funcionário. Hoje, até diante da pandemia, a gente não sabe o que vem pela frente. É um custo que vem para a empresa e se colocar na ponta do lápis e gerar todo um novo cenário, demissão ou troca de emprego, com certeza”, pontua Karine.

A luta contra o pedágio tem mobilizado todos os setores da cidade. Já foram feitas várias manifestações contra o projeto. Na semana passada, a Câmara aprovou a criação de uma frente parlamentar para somar esforços com a sociedade.

“A gente tem feito um trabalho político de mobilizar os deputados estaduais que tiveram maior votação na nossa cidade para que esses deputados se unam à população de Mogi das Cruzes e do Alto Tietê nesta briga junto ao governo do estado. Então, nós tivemos cerca de 25 deputados estaduais eleitos na eleição passada que tiveram boa votação na cidade. O nosso trabalho como vereadores é de convencer os nossos partidos a abraçarem também essa ideia e se posicionarem”, ressalta a vereadora Maria Luiza Fernandes.

A instalação do pedágio foi um balde de água fria para a gestora administrativa Lilian Jobim. A fábrica de tintas está na família dela há três décadas e veio para a região em 2014. A escolha pela mudança de endereço foi pensando em economia.

“Aqui, na época para a gente, foi uma abertura de leque. Estamos muito perto das grandes transportadoras. A cidade de Mogi é muito próspera. Nós conseguimos trazer funcionários que hoje residem em Mogi. A gente pensou na logística e bem-estar de todo mundo”, conta.

Atualmente, 80% dos funcionários são de Mogi. Com um cenário nada favorável, se desenhando em relação ao pedágio, o jeito é pensar lá na frente.

“Hoje a gente já pensa em buscar profissionais de outras regiões se levar em conta esse transtorno do pedágio, porque a gente não tem noção. A gente sabe que, se caso ele volte a se instalar, são custos que a gente nem calculou ainda”, pontua Lilian.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que “seguiu todos os ritos previstos na legislação e cumpriu o calendário de audiências públicas para apresentação do projeto de concessão do Lote Rodovias do Litoral, previamente publicado no Diário Oficial de 4 de outubro de 2019 e amplamente divulgado nos veículos de comunicação”.

A Artesp continua a nota informando que “o edital para a concessão das Rodovias do Litoral considerou as 92 contribuições obtidas em audiências públicas” e que “o processo de participação popular, garantindo ampla discussão democrática, continuou com a realização da consulta pública ao longo de um mês. Nesse período, qualquer membro da sociedade civil pode consultar, no site oficial da Agência, as minutas do edital e anexos do projeto, para melhor conhecimento e entendimento das melhorias a serem realizadas nas rodovias. As apresentações realizadas nas audiências públicas também estão disponíveis no site da ARTESP”

A licitação

O processo de concessão do Lote Litoral Paulista foi lançado no dia 14 de maio. Em todo o Lote, segundo a Artesp, estão previstos 140 km de faixas adicionais e marginais, 34 km de novos acostamentos, 89 km de duplicações, 233 pontos de ônibus, 34 novas passagens de pedestres e passarelas, 73 km de novas ciclovias, além de 39 novos dispositivos (trevos, alças de retorno ou viadutos com alças de acesso). O suporte aos usuários será apoiado por 8 SAUS – Serviço de Atendimento ao Usuário e 30 veículos operacionais, além de monitoramento por mais de 280 câmeras ao longo de todo o trajeto.

A agência afirma que dos R$ 3 bilhões de investimentos, cerca de R$ 1,6 bilhão será investido nos 5 primeiros anos de concessão. “Um dos principais benefícios proporcionados pela concessão das rodovias será a maior segurança viária dos usuários, com investimentos que vão melhorar o atual traçado com perfil acidentado em alguns trechos da região, o conflito entre tráfego de longa e curta distância nas zonas urbanas e as configurações em pistas simples, garantindo mais segurança aos motoristas e ajudando a evitar acidentes e a gravidade deles”, afirma a Artesp.

A agência ainda diz que haverá benefícios para a região, com previsão de repasse de ISSQN a cidades de cerca de R$ 700 milhões. “O valor irá beneficiar os municípios: Arujá, Bertioga, Biritiba Mirim, Itanhaém, Itariri, Miracatu, Mogi das Cruzes, Mongaguá, Pedro de Toledo, Peruíbe, Praia Grande e Santos”, afirmou em nota.

Segundo a Artesp, “o ISSQN vai direto para os cofres da Prefeitura, que pode usá-lo livremente, em qualquer área de atuação (Saúde, Educação, Cultura, Lazer, Esportes), em benefício dos cidadãos, sem qualquer tipo de contingenciamento”.

A agência ainda justifica que “a geração de empregos será uma realidade não só durante o período de obras da concessão, mas permanece nos anos seguintes, a partir da chegada de novas empresas e maior volume de negócios nas regiões. Em todas as cidades beneficiadas, nota-se uma multiplicação de loteamentos, a valorização dos imóveis, o aumento da atividade econômica local. A previsão é que sejam gerados mais de 2 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos 30 anos de concessão”.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2021/07/29/cobranca-de-pedagio-na-mogi-dutra-deve-impactar-no-bolso-de-empresarios-e-funcionarios-de-mogi.ghtml