Cobrança de pedágio na Mogi-Dutra deve impactar no bolso de empresários e funcionários de Mogi

Fonte: Diário TV 2ª Edição e Portal G1 – Mogi das Cruzes e Suzano

A terceira matéria sobre o impacto da cobrança de pedágio na rodovia Mogi-Dutra do Diário TV 2ª Edição mostra o reflexo da tarifa para empresas e funcionários de Mogi das Cruzes.

A Mogi-Dutra é um é um dos principais acessos a Mogi das Cruzes, já duplicada e sinalizada. Mas ter uma estrada tão importante e que liga vários pontos da grande São Paulo por perto pode custar caro. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) confirmou em maio a instalação de uma praça de pedágio na rodovia. O projeto faz parte de um edital que prevê a concessão de várias estradas que levam até o litoral paulista e inclui a rodovia Mogi-Bertioga.

O ponto do pedágio fica no quilometro 40, causando impacto direto para quem trabalha no distrito do Taboão. O polo industrial de Mogi das Cruzes concentra cerca de 40 empresas e emprega 4 mil pessoas.

Segundo a associação que representa as indústrias do distrito do Taboão, a instalação do pedágio na Mogi-Dutra vai gerar um prejuízo de R$ 10 milhões só no primeiro ano de funcionamento. O gasto extra com o transporte dos trabalhadores e prestadores de serviço é o que mais vai impactar nessa conta.

Para o presidente da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), Osvaldo Baradel, o impacto é direto. “Para o funcionário que vem de carro, ao que vem de ônibus. Para todo mundo, nós todos vamos ter esse impacto. E também para os prestadores de serviço. Hoje a maioria vem de Mogi: matéria-prima, ferramentas. Tudo o que a gente precisa sempre procura comprar em Mogi. Isso vai prejudicar porque aumenta os custos”, diz.

Para Baradel, que também é dono de uma indústria que fabrica peças automotivas, caso o projeto realmente seja colocado em prática, não vai ter jeito: a mão de obra vai ter que vir de outras cidades que não sejam impactadas diretamente pelo pedágio.

“Nós vamos lutar até o fim para que não se concretize a instalação deste pedágio que não traz nenhum benefício. Nós vamos pagar o pedágio de quem vai para a praia, sendo que não estamos indo à praia. Aí qualquer empresa vai ter que adotar a sua estratégia. Talvez contratar funcionários de outra região. Para Mogi e o Taboão isso vai ser péssimo, porque acaba separando o Taboão de Mogi”, ressalta Baradel.

Uma situação que, segundo a coordenadora de RH da empresa, Karine Montanha, já acontece e preocupa os funcionários que moram em Mogi.

“Se é um custo para a empresa, não é só para o funcionário. Hoje, até diante da pandemia, a gente não sabe o que vem pela frente. É um custo que vem para a empresa e se colocar na ponta do lápis e gerar todo um novo cenário, demissão ou troca de emprego, com certeza”, pontua Karine.

A luta contra o pedágio tem mobilizado todos os setores da cidade. Já foram feitas várias manifestações contra o projeto. Na semana passada, a Câmara aprovou a criação de uma frente parlamentar para somar esforços com a sociedade.

“A gente tem feito um trabalho político de mobilizar os deputados estaduais que tiveram maior votação na nossa cidade para que esses deputados se unam à população de Mogi das Cruzes e do Alto Tietê nesta briga junto ao governo do estado. Então, nós tivemos cerca de 25 deputados estaduais eleitos na eleição passada que tiveram boa votação na cidade. O nosso trabalho como vereadores é de convencer os nossos partidos a abraçarem também essa ideia e se posicionarem”, ressalta a vereadora Maria Luiza Fernandes.

A instalação do pedágio foi um balde de água fria para a gestora administrativa Lilian Jobim. A fábrica de tintas está na família dela há três décadas e veio para a região em 2014. A escolha pela mudança de endereço foi pensando em economia.

“Aqui, na época para a gente, foi uma abertura de leque. Estamos muito perto das grandes transportadoras. A cidade de Mogi é muito próspera. Nós conseguimos trazer funcionários que hoje residem em Mogi. A gente pensou na logística e bem-estar de todo mundo”, conta.

Atualmente, 80% dos funcionários são de Mogi. Com um cenário nada favorável, se desenhando em relação ao pedágio, o jeito é pensar lá na frente.

“Hoje a gente já pensa em buscar profissionais de outras regiões se levar em conta esse transtorno do pedágio, porque a gente não tem noção. A gente sabe que, se caso ele volte a se instalar, são custos que a gente nem calculou ainda”, pontua Lilian.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que “seguiu todos os ritos previstos na legislação e cumpriu o calendário de audiências públicas para apresentação do projeto de concessão do Lote Rodovias do Litoral, previamente publicado no Diário Oficial de 4 de outubro de 2019 e amplamente divulgado nos veículos de comunicação”.

A Artesp continua a nota informando que “o edital para a concessão das Rodovias do Litoral considerou as 92 contribuições obtidas em audiências públicas” e que “o processo de participação popular, garantindo ampla discussão democrática, continuou com a realização da consulta pública ao longo de um mês. Nesse período, qualquer membro da sociedade civil pode consultar, no site oficial da Agência, as minutas do edital e anexos do projeto, para melhor conhecimento e entendimento das melhorias a serem realizadas nas rodovias. As apresentações realizadas nas audiências públicas também estão disponíveis no site da ARTESP”

A licitação

O processo de concessão do Lote Litoral Paulista foi lançado no dia 14 de maio. Em todo o Lote, segundo a Artesp, estão previstos 140 km de faixas adicionais e marginais, 34 km de novos acostamentos, 89 km de duplicações, 233 pontos de ônibus, 34 novas passagens de pedestres e passarelas, 73 km de novas ciclovias, além de 39 novos dispositivos (trevos, alças de retorno ou viadutos com alças de acesso). O suporte aos usuários será apoiado por 8 SAUS – Serviço de Atendimento ao Usuário e 30 veículos operacionais, além de monitoramento por mais de 280 câmeras ao longo de todo o trajeto.

A agência afirma que dos R$ 3 bilhões de investimentos, cerca de R$ 1,6 bilhão será investido nos 5 primeiros anos de concessão. “Um dos principais benefícios proporcionados pela concessão das rodovias será a maior segurança viária dos usuários, com investimentos que vão melhorar o atual traçado com perfil acidentado em alguns trechos da região, o conflito entre tráfego de longa e curta distância nas zonas urbanas e as configurações em pistas simples, garantindo mais segurança aos motoristas e ajudando a evitar acidentes e a gravidade deles”, afirma a Artesp.

A agência ainda diz que haverá benefícios para a região, com previsão de repasse de ISSQN a cidades de cerca de R$ 700 milhões. “O valor irá beneficiar os municípios: Arujá, Bertioga, Biritiba Mirim, Itanhaém, Itariri, Miracatu, Mogi das Cruzes, Mongaguá, Pedro de Toledo, Peruíbe, Praia Grande e Santos”, afirmou em nota.

Segundo a Artesp, “o ISSQN vai direto para os cofres da Prefeitura, que pode usá-lo livremente, em qualquer área de atuação (Saúde, Educação, Cultura, Lazer, Esportes), em benefício dos cidadãos, sem qualquer tipo de contingenciamento”.

A agência ainda justifica que “a geração de empregos será uma realidade não só durante o período de obras da concessão, mas permanece nos anos seguintes, a partir da chegada de novas empresas e maior volume de negócios nas regiões. Em todas as cidades beneficiadas, nota-se uma multiplicação de loteamentos, a valorização dos imóveis, o aumento da atividade econômica local. A previsão é que sejam gerados mais de 2 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos 30 anos de concessão”.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2021/07/29/cobranca-de-pedagio-na-mogi-dutra-deve-impactar-no-bolso-de-empresarios-e-funcionarios-de-mogi.ghtml

Câmara de Mogi aprova convênio para melhorias na estrada do Taboão

Fonte: Notícias de Mogi

A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira (4), o Projeto de Lei 88/2021, de autoria do prefeito Caio Cunha (Pode), que autoriza a Prefeitura Municipal a celebrar um convênio com o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP), para a realização de obras e serviços de recuperação da estrada vicinal conhecida como Taboão do Parateí, que faz ligação da SP-88 (Mogi-Dutra) com a BR 116 (Dutra).

A Estrada do Taboão do Parateí está contemplada na fase 2 de recuperação funcional, do programa Novas Estradas Vicinais, do governo estadual. O DER-SP informou à reportagem que serão 20 kms de melhorias, com investimento de R$ 17 milhões.

Os serviços de recuperação funcional compreendem recapeamento da estrada, reparos na estrutura, restauração do sistema de drenagem e melhorias na sinalização. O prazo estimado para as obras é de 12 meses.

Aprovado por unanimidade pelos vereadores, o Projeto de Lei contou também com pareceres favoráveis das Comissões Permanentes de Justiça e Redação; Finanças e Orçamento; e Obras, Habitação, Meio Ambiente e Semae.

“É uma estrada muito perigosa que vai ser melhorada com esse recurso. Quero agradecer ao nosso deputado Marcos Damásio que trabalhou bastante para conseguir esse convênio”, afirmou o vereador Francimário Vieira Farofa (PL).

A gente está sempre trabalhando para que as coisas aconteçam na região. Através de toda a Casa e da celeridade do prefeito Caio Cunha estamos conseguindo esse convênio”, acrescentou o presidente da Câmara Municipal, vereador Otto Rezende (PSD).

Fonte: https://noticiasdemogi.com.br/camara-de-mogi-aprova-convenio-para-melhorias-na-estrada-do-taboao/

TCE anula edital da Artesp que prevê concessão da Mogi-Dutra

Fonte: O Diário

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) considerou o pedido da Prefeitura de Mogi das Cruzes de nulidade do edital Lote Litoral Paulista, que prevê a concessão das rodovias Mogi-Dutra (SP-088) e Mogi-Bertioga (SP-098). 

A informação foi divulgada em uma tramissão pelas redes sociais do prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos), ao lado da procuradora-geral da municipalidade, Dalciani Felizardo. 

“O edital foi derrubado. O Tribunal de Contas entendeu que era necessário derrubar. Se a Artesp quiser, ela tem que fazer um novo edital”, disse o prefeito. 

Já a procuradora detalhou que o TCE-SP reconheceu a nulidade apontada pelo município. “A determinação do tribunal é que a Artesp retifique o edital, corrija, republique, enfim”, destacou Dalciani. 

A reportagem de O Diário solicitou informações ao TCE e uma posição da Artesp.

Em nota encaminhada para o jornal a Artesp informou que respeitará e cumprirá todas as decisões. Nesse sentido, o edital será republicado, nos próximos dias, com a exclusão das obras previstas para a Rota do Sol, no município de Mogi das Cruzes. 

“No mais, as demais obras, previsões de investimentos e de geração de empregos não sofrerão alterações. Após a republicação, o processo licitatório seguirá os trâmites normais”, trouxe o documento, que não fala sobre a exclusão do pedágio. 

Fonte: https://www.odiariodemogi.net.br/cidades/tce-anula-edital-da-artesp-que-prev%C3%AA-concess%C3%A3o-da-mogi-dutra-1.19927

Pedágio, Não! Presidente da Agestab envia carta ao governo estadual contra o pedágio

Fonte: O Diário

O empresário Osvaldo Baradel, presidente da Associação Gestadora do Distrito Industrial do Taboão, a Agestab, lembra ao governador João Doria que a construção de pedágio em Mogi das Cuzes é um projeto absurdo e que irá comprometer o crescimento e a geração de empregos na região destinada à atividade econômica da cidade e região.

Baradel assina a carta de número 49, publicada diariamente por O Diário, e assinada por lideranças políticas, sociais e empresariais contrárias à cobrança do pedágio planejada na concessão que atenderá as cidades do Litoral.

As cartas não têm quaisquer interferências editorial de O Diário, que também luta pelo fim do projeto em licitação internacional desde abril deste ano.

CONFIRA A CARTA:

Ao Governo do Estado

Cumprimentamos vossas excelências e adiantamos a essência desta carta: “Pedágio, Não!”

A Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) nasceu em 2003 com o objetivo de unir os empresários em busca de benefícios coletivos e se tornar-se a principal porta-voz do Taboão. Buscamos cumprir à risca estes compromissos, apesar das inúmeras dificuldades que insistem em se apresentar, numa velocidade muito superior as soluções.

Temos propagado e feito valer o lema que nos motiva e nos incentiva a seguir neste trabalho voluntário: “defender e desenvolver o nosso distrito é garantir futuro não apenas de Mogi das Cruzes, mas do Alto Tietê e da Região Metropolitana”.

A Agestab se orgulha em ter no seu DNA a participação em movimentos da sociedade civil contra ações que, inevitavelmente, trariam grandes prejuízos ao nosso distrito, a nossa cidade, aos nossos ideais.

Sem esmorecer um minuto se quer, fomos protagonistas e estivemos no front da luta contra o aterro sanitário. Uma clara demonstração de que, quando nos unimos em um propósito, dificilmente perdemos uma guerra.

E no ano em que completamos a maioridade, 18 anos, mais um imenso desafio se apresenta no horizonte. A proposta de cortar o município com um pedágio é uma aberração.

Este absurdo irá comprometer o crescimento econômico e social da região. O pedágio causará impacto na geração de emprego e renda e na economia local. Haverá uma temerária separação das indústrias para com a força de trabalho da cidade. Os resultados deste cenário de caos serão demissões, perda de competitividade, fuga de empresas e de profissionais qualificados. Investidores ficarão mais receosos em aplicar recursos na instalação ou ampliação de empresas. Toda cadeia produtiva será diretamente afetada pelo pedágio.

A Agestab, mais uma vez, se junta a toda Mogi das Cruzes, ao Alto Tietê, à classe empreendedora, à indústria e à sociedade civil e se apresenta para esta batalha. Faremos parte deste processo de resistência. De persistência.

Ainda em tempo, assim que perceberem o contrassenso desta proposta pedágio, aconselhamos vossas excelências a darem atenção a um projeto que, este sim, poderá trazer impactos positivos à Região Metropolitana de São Paulo e que percorre há muitos anos as gavetas dos escritórios governamentais: o acesso do Taboão à rodovia Ayrton Senna.

OSVALDO BARADEL, EMPRESÁRIO E PRESIDENTE DA AGESTAB

https://www.odiariodemogi.net.br/cidades/osvaldo-baradel-assina-carta-de-n%C3%BAmero-49-contra-o-ped%C3%A1gio-1.18495?fbclid=IwAR0sR03_l10yjkU77coRCkgDOthKYSSB1WOwtgOV1o7UlzZSEc3eR6yYbyc